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“O que é o
Juca? Tantas vezes ouvi a mesma pergunta que ano passado, em minha posição
de bixo era eu quem perguntava. Agora veterano, indo para o meu segundo,
tinha a obrigação de difundir a idéia de que o Juca era algo que não
apenas se explicaria, e sim, deveria ser vivida, experiênciada.
Ah, o Juca então são uns jogos que acontecem a cada ano
em uma cidade previamente escolhida? Pode ser. Mas ao contrário do
Economíadas, do Interturismo, e dos vários outros inters e íadas que
acontecem, o Juca tem um apelo emocional. Não serve apenas para
competir, e sim para unir.
É incrível ver que tudo o que a gente sabia de uma
pessoa, ou de uma turma podia ser mentira. Pessoas tímidas que na
verdade eram o espírito da animação. Pessoas chatas que se mostrariam
grandes companheiros. Até mesmo aquele detalhizinho mais picante do
comportamento dos seus amigos que você ainda não conhecia.
Tudo isso é o Juca. Ver a força de uma torcida que
durante 4 dias busca no fundo da alma um pouquinho de energia pra
continuar gritando e levantando os times de nossa faculdade. Ver a
criatividade de uma verdadeira faculdade de Comunicação, inovando e
aperfeiçoando cada vez mais o show que só a torcida vermelha pode
oferecer.
O Juca 2003 conseguiu superar o de 2002. Confesso que como
bixo, ano passado, não tinha a mesma garra e mesma animação que os
bixos deste ano. Bixos estes que vestiram a camisa da faculdade num espaço
de apenas 4 meses. Bixos que conseguiram captar a essência casperiana
apenas pela convivência.
Não importa o que tenha faltado ou errado neste Juca. A
cerveja pode ter acabado, os ônibus eram poucos, não tínhamos o mesmo
luxo que uma Metodista ou um Mackenzie, mas a graça estava ali, nas
barracas dividas por 3, 4, 5 pessoas, nas perigrinações em busca de um
hotel para tomar banho, no Black Dog estacionado na porta do nosso
alojamento, no simples espaço compartilhado por todos, sem discriminações.
Foi maravilhoso poder xingar o Mackenzie mais uma vez.
Competir pra ver quem estourava os R$70,00 de cerveja primeiro. Xavecar
aquela garota que você não arranjava coragem nos corredores da
faculdade. Descobrir que não há melhor combinação que picanha na
lasanha. Descobrir que o povo curdo merece mesmo um país (não é,
Ralph?).
Enfim, o que é o Juca? É pela primeira vez entender a
magia do escadão antes de viajar, lotado como se já fosse a primeira
torcida. É estar acompanhado de seus melhores e futuros melhores amigos
durante 4 dias num mesmo local. É passar frio, é passar calor. É unir
carnaval, feriado, balada e esporte no mesmo lugar. É ver o rosto
esgotado de cada pessoa no embarque do ônibus de volta e nas 2 semanas
seguintes. É gritar na mesma sintonia que todos uma única mensagem aos
céus: “Eu sou da Cásper!”
Fellipe dos Santos (o Phill, aluno do 2ºPPB,
que se você nunca viu, com certeza já ouviu falar) é formado em Ciências
Ocultas do Desperdício de Energia, é integrante da Associação
Casperiana de Consumidores de Cerveja (ACCC), ainda não fez o Cásper
Card, tem 1,74m, olhos castanhos, cabelos pretos e procura garota
inteligente e de bom gosto.
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